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segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Janelas.

Edward Hopper gosta de janelas. Eu gosto de janelas. Sempre gostei. Gostava de desenhá-las e pulá-las quando era molecota e, jovem, elas me fascinam enquanto elemento de arquitetura e em aspecto filosófico. Uma janela pode fazer uma casa simples se tornar diferente, como também pode a-ca-bar com qualquer fachada.

Desde de que cheguei, as janelas me chamam a atenção, talvez porque sejam diferentes das que costumo ver por São Paulo. Arquitetonicamente, as alemãs são, em sua maioria, de vidro. Vidros amplos e lisos, há poucas com pingadeiras ou elas são, simplesmente, diferentes. Também seus parapeitos são mais largos, formando uma base interna onde mora a grande diferença dessas peças germânicas.

Em todas - ou quase todas, vá lá - janelas desse país há um quê de aconchego. Nas construções próximas ao Reno não é difícil ver vidraças que servem de base a desenhos infantis feitos com tinta guache. Muitas vezes, as figuras trazem barcos coloridos... Longe das águas uma infinidade de bibelôs, folhagens, móbiles, figuras coladas e, no natal, candelabros e luzes.

Lembro que, em uma das noites que caminhava com o pessoal da DW pela Altstadt (cidade velha), falamos sobre essa particularidade. A teoria do aconchego nasceu daí. Num país onde o frio é intenso e muito se pemanece em casa é totalmente plausível que esta seja uma forma de dialogar com o mundo de forma amena... Que esta seja uma forma de trazer "calor" pra dentro...

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Notizen.

Hoje, nada demais pela manhã. Clima típico bonniano (rá, neologismos, eu gosto): garoa, céu cinzentinho e um passo sim, outros 30 não, uma lufada de vento úmido que arrepia.

Nada demais, como disse. Um casaco mais grossinho ou duas blusas mais finas dão conta do recado. O diferente foi o comportamento dos meus dois indicadores e do dedo médio da mão direita. Vermelhos, gelados, doloridos. Primeiros efeitos reais do frio europeu. Preciso de luvas.
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Ainda pela manhã, a caminho da DW, três pessoas olharam pra mim - as três vezes enquanto eu esperava pela luz verde para atravessar a rua - e abriram sorrisos imensos. Dois moços, um deles de bicicleta, e uma senhorinha simpática de chapéu bordô.

Será minha cara feliz ou o guarda-chuva multicor?
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Comprei ameixas gigantescas made in Italy e chá verde em uma frutaria - era mais chiquetoza que uma quitanda, hehehe - e a atendente ficou toda preocupada. ¨Isso é chá verde, de plantas. Está certo?¨ Estava. Gente, era só chá verde. Garanto, para comprar cocaína ninguém te perguntaria: Você está certo disso?
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Ontem, tomando cerveja e comendo um combo - sim, um combo - de especilidades da cozinha mexicana - não briguem comigo! Pior foi Romeu que pediu pizza no mexicano! - experimentei o que o Paulo havia postado no blog dele sobre diplomacia multinacional: ¨Além de se controlar pra não ofender de graça um colega de outro país, tem que se controlar pra não se irritar com as opinões alheias.¨

Aqui, se aplica a primeira parte. Em uma redação com portugueses e sotaques africanos dignos da terrinha, onde há negros e branquelos, sulamericanos - brasucas de diversas regiões, africanos, europeus, isso é mais que um exercício. É cuidado e bom senso.

Daí, que ficamos eu (paulista do interiorrrrrr), Julia (gaúcha/balnear camburiense) e Romeu (moçambicano de Maputo) a discorrer sobre a coisa. Tudo porque, primeiro dia na DW eu chamei o Romeu de ¨nego¨ como faço com todo mundo e criou-se uma encanação na minha cabeça. Será que ele se importa?

Às vezes há pré-preconceitos.

E falando em sotaques e expressões...
Estou a falar coisas como os (por)Tugas, opá. Ou melhor, estou quase a falar. Ao menos por enquanto, me segurei, mas vou te dizer, as frases vão se formando cá na minha cabecinha perturbada com um acento luso incessante.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Poppelsdorf


Essa é Bonn, uma pequena área do centro, na verdade.

Por falta de fotos próprias - e isso vai ser solucionado logo - roubei uma.

Dá pra ver o Schloss Poppelsdorf e sua Alle (algo entre alameda e avenida, no meu entender). Na área externa do palácio está o Jardim Botânico de Bonn e nele alguns museus científicos como o de mineralogia (pirei?).
Em cima, dá pra ver uma mancha azul, não? É um pedaciquinho do Reno.