São altos. São loiros. São...
Muito educados ou nem um pouco. Questão de costume.
Dizem "bom dia", "boa noite", "bom final de semana" quando você entra onde quer que seja, mas se esbarram contigo... Ahhhhhh, não espere um pedido de desculpas.
Desejam "bom apetite" à mesa, mas a maioria não tem qualquer refinamento com talheres.
Não fazem cerimônia se o nariz está "sujo", qualquer lugar é lugar para assoá-lo discretamente, ou não.
Não pedem licença para passar, forçam a passagem em 96% das vezes. Nos transportes públicos, quase nunca dão o lugar aos mais velhos. Maaaas, quando na direção, param o veículo para que o pedestre passe. Também respeitam os sinais de trânsito.
Fazem o que estão com vontade, são "respeitadores" e não se metem na vida alheia (pelo menos aparentemente).
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segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
segunda-feira, 5 de janeiro de 2009
Janelas.
Edward Hopper gosta de janelas. Eu gosto de janelas. Sempre gostei. Gostava de desenhá-las e pulá-las quando era molecota e, jovem, elas me fascinam enquanto elemento de arquitetura e em aspecto filosófico. Uma janela pode fazer uma casa simples se tornar diferente, como também pode a-ca-bar com qualquer fachada.Desde de que cheguei, as janelas me chamam a atenção, talvez porque sejam diferentes das que costumo ver por São Paulo. Arquitetonicamente, as alemãs são, em sua maioria, de vidro. Vidros amplos e lisos, há poucas com pingadeiras ou elas são, simplesmente, diferentes. Também seus parapeitos são mais largos, formando uma base interna onde mora a grande diferença dessas peças germânicas.
Em todas - ou quase todas, vá lá - janelas desse país há um quê de aconchego. Nas construções próximas ao Reno não é difícil ver vidraças que servem de base a desenhos infantis feitos com tinta guache. Muitas vezes, as figuras trazem barcos coloridos... Longe das águas uma infinidade de bibelôs, folhagens, móbiles, figuras coladas e, no natal, candelabros e luzes.
Lembro que, em uma das noites que caminhava com o pessoal da DW pela Altstadt (cidade velha), falamos sobre essa particularidade. A teoria do aconchego nasceu daí. Num país onde o frio é intenso e muito se pemanece em casa é totalmente plausível que esta seja uma forma de dialogar com o mundo de forma amena... Que esta seja uma forma de trazer "calor" pra dentro...
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