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quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Gulodice, Rulez!

Esse blog vai mudar de nome. Algo como "Bonn sabor" poderia mesmo ser útil, já que mais da metade dos posts fala sobre gulas, comidas, sabores e experiências gastronômicas.

Ontem, tive mais uma. Dolorida, devo dizer. "Manhã, tão bonita manhã" cinzenta eu saio à rua munida de roupas sujas, sabão em pó e amaciante. Vou à lavanderia mais simpática de Bonn (a do Klaus, já referida neste blog), encho duas máquinas e saio em busca de uma polaina preta (Geo, não sofra!).

A busca dá em nada, a mais barata que encontrei custava 8,89 euros! Um roubo! Me contento então com uma KRAKAUER no mercado de natal. A lingüiçona mais fina, rosada e tostadinha que as bratwursts é e-nor-me! Mordi uma das partes que fica pra fora do pãozinho branco que a envolve e: AAaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaai! Puta queimada na boca! A "tar" krakauer é originária da Polônia, região de Cracóvia, a que eu degustava vem com o inovador aditivo: creme de queijo. O "molho" branquelo é fumegante e injetado nas lingüiças, o que faz com que você perca a sensibilidade da boca toda!...

Tirando as queimaduras, gostei da tranqueira. Inclusive fiz um tiozinho interromper seu caminho e comentar: "Hummm, também gosto de krakauer, aliás devo comer uma agora mesmo!". (Sim eu inventei! Fiquei tão contrangida em ver o velhinho falando comigo sobre a lingüiçona que ruborizei e não ouvi absolutamente uma palavra!)
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Susto do dia: Krombacher. Não que a cerveja seja ruim. Não posso sequer dizer isso... porque, tentei, mas não consegui provar. Ontem indo pra casa numa vibe TPM-emputecida-com-o-mundo tive o coração degelado por um quarteto de jazz e desejei firmemente uma breja.

Parei em um kebab e corri os olhos pela geladeira: Beck´s, Früh, Bitburger, Heineken, Guinness eeeee Krombacher! Olhinhos brilhantes e o desejo de prová-la quase saciado, agarrei a garrafa enquanto as duas funcionárias decidiam o preço. 2 euros e uma tampinha depois, detenho o gole para apreciar o rótulo.

Tcharaaaaaaaaaaaaaaam: Alkoholfrei! (Acho que todo mundo captou!)... Ainda insisti, dei um gole antes que a garrafa fosse cheia para a lixeira... Frustrante!

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Fotos.

Há cerca de duas semanas não encostava a mão na câmera fotográfica. Não que não haja o que se fotografar, aliás, minhas anotações sobre fotografias não foram executadas ainda. A escadaria da Bahnhof (estação central) , o Reno à noite ou os retratos do pessoal da DW continuam por ser feitos.

Depois de dormir das 17h às 21h, banho tomado, resolvo ir à rua e caçar imagens, mesmo que soubesse o mercado de natal fechado àquela hora e as poucas pessoas à rua. Rendeu-me a saída umas quatro ou cinco cenas, não mais. Prefeitura, Bertha von Sutner (Acho que é assim que se escreve - parada de trem da Beethoven Haus), uma ou duas ruas decoradas com luzes.

Caminhando já de volta pra casa, ouço: Daaaaaaaaaaaaaaaai! Eram Nádia e Carla a segurar canecas de coração com um resto de Glühwine. Conversamos, tomamos cerveja (QUENTE como de costume) e eu fui feliz pra casa, apesar do frio.
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Ah! A melhor da noite: Sei que não sou uma brasileira que as pessoas esperam ver. A idéia que se tem é que somos todas mulatas boazudas. A questão é que desta vez a imaginação das pessoas passou dos limites. Já me perguntaram se eu sou alemã (hein!?), inglesa, italiana (chegaram perto!), francesa, portuguesa... Mas dessa vez um TURCO perguntou se eu era TUR-CA!! Carai!
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Sobre como tudo é uma questão de ponto de vista:
Trem = Comboio
Ônibus = Auto-carro

Brasileiros acham a segunda forma estranha, portugueses e moçambicanos acham "engraçadinha" a primeira alternativa.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Infeeeeeerno!


Em Sampa, um dos bares da Augusta e, portanto, da moda é o club Inferno. Mas inferninhos de todo tipo pipocam pela mais controvertida - e divertida - rua da metrópole. Ali, no Santa Augusta, já teve lugar uma das festas mais divertidas que pude aproveitar nos meus meses paulistanos: I used to be famous.

Essa semana, recebi o convite da última edição, mas infelizmente, mesmo que o convite tenha vindo com a sugestão: ¨Pegue um avião pra cá!¨ Não posso ir. :(
Talvez motivada por essa vontade/nostalgia da turminha e da festa, lembrei horrores da IUTBF ontem. É que após um show de boleros com bossa e uma entrevista fui para um pub onde rolava mais uma despedida, essa a derradeira, para a dona da festa de sexta. O bar, legítimo Irish, chama-se James Joyce, tem decoração interessante, é quente e cheio de recortes, tem dardos e sinuca e um atendimento péssimo. O resumo, as pessoas e o clima da noite amenizaram a demora da guria que nos atendia e eu gostei do lugar.

Não contentes - e aí chega a parte do inferno e da IUTBF - parte dos sobreviventes sairam do pub e rumaram para o puteiro! Sim queridos! Fomos eu, Julia e Thiago - os ¨sem fim da balada¨ - para um inferninho que, nos tempos em quem Bonn foi capital da Alemanha, era uma casa de tolerância. Hoje, inferninho digno de receber a IUTBF (ops, só não sei se caberia todo mundo) é um bar estiloso, muderno e enfumaçadíssimo. O nome, melhor impossível, é Blow Up, tem cerveja gelada, música mais do que boa (roooooooooooooooooooooooooooooock!) e gente bonita. Não custa pra entrar e é pertim de casa! Virei fã!

PS: Pessoas! Curtam a festa por mim!
:* Saudades!

A maldição da sexta-feira.


Aqui em Bonn há uma maldição: Toda sexta-feira pessoas felizes se transformam em pessoas ultra-felizes. Certo que isso não é ruim, porém há um efeito colateral, o sábado pasmaceira e cama. Uma parte dos moradores dessa cidade diz sofrer desse mal, que pode atingir homens e mulheres jovens em sua maioria, com algum dinheiro no bolso, uma cervejinha na mão e música animada.

Sexta passada rolou a despedida de uma das gurias. Foi para o Brasil, mas antes ofereceu horas de muita felicidade e - posteriormente uma feijuca - aos companheiros brasucas ou não em Bonn. A festa, na casa de uma portuguesa teve decoração ¨work in progress¨, serpentinas, muitas, muitas velas. O som comandado por quase todos os presentes consistiu de pérolas como ¨Evidências¨, ¨Tenho¨, ¨Eclipse Oculto¨, rock muderno e old school, e exemplares dos Palop mesclado a samba, tango e forró. Vou dizer, dançamos!

Mais que isso, nos divertimos. Pessoas com rostos diferentes, mundos, vidas, culturas diferentes que consumiram toda sorte de comidinhas, bebidas e a cerveja que achávamos muita, uma a uma deixou a geladeira e parou nos aparadores da sala. Becks, Jever,kölsh(es), Warsteiner, todas vazias. E entre uma e outra, uma remexida, um causo, uma foto ou piada, estouro de balões, muay thays, cantorias. Uma das melhores noites desses tempos!

E o melhor... a maldição da sexta, não teve efeito colateral!

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Who loves the sun?


Solzinho puto! Apareceu todo faceiro hoje pela manhã, mas ontem, dia de carnaval em Colônia, o dito resolveu esconder-se.

Vou dizer o Karneval de Köln é uma experiência a parte. Segundo maior da Europa - só perde para Veneza - a folia é em fevereiro, como no Brasil, mas aqui, o grito de carnaval acontece bem antes em novembro. Mais exatamente em onze de novembro às onze e onze da manhã. 11 do 11 às 11 e 11, não por acaso.

Na internet você encontra duas explicações possíveis... a primeira e mais plausível tem a ver com São Martinho, a segunda, mais divertida, indica a repetição de números como uma referência ao que eles chamam de ¨número de cachaceiro¨. Tem seu por quê: Oito, nove da manhã, eu e Julia na Hauptbahnhof para tomar o trem que nos levaria ao festerê, e uma caralhada de pessoas fantasiadas empunhando cervejas, vodkas e toda sorte de vinhos e outras opções etílicas.

Engraçado, que sempre tão corretos os alemães são, que quando há uma atitude ¨errada¨ nós estrangeiros ficamos um pouco chocados. Depois de desafogado o trem digno de um pré-rush em Sampa, o que restava pelo chão eram muitas garrafas vazias... Enfim, saímos do trem e fomos atrás de alguns adereços para não parecermos as únicas fantasiadas de gente séria da festa! Hehehe...

As pessoas aqui, se fantasiam de verdade. São roupas bem elaboradas na maior parte das vezes. Algums chamam muito a atenção. Muitos Luigis e Mários, Amys e Coringas, mas os dois ¨pares de caras¨ que eu mais gostei foram dois barbados a la anos 70 vestindo agasalhos adidas e óculos escuros e outros dois ¨montados¨ a cavalo ou ema de pelúcia!

O povo perde a linha depois da contagem regressiva e da música que saúda Colônia. Entre inúmeras bandinhas folclóricas e barracas vendendo pretzel´s e wurst´s numa praça imensa eles bebem, paqueram, bebem e bebem. Tiram sarro da sua cara e gritam muito. É divertido. Além da praça um milhão de inferninhos abertos e cheirando a cigarro te esperam! Se você anda pra longe da muvuca central acaba encontrando festas paralelas em praças com jeitão medieval e ruelas estreiras. Em uma dessas ruas foi que encontramos um samba genuinamente espano-brasileiro e uma batucada com toda ginga brazuca. Num güentei o ziriguidum e dei uma sambadinha... hehe!

Infelizmente não fiquei até o fim, dia de branco. Reza a lenda que a festa só acaba quando o último cai. Isso, mais ou menos no começo da noite. Eles começam cedo, mas não vão até tão tarde...

Não dá pra dizer se gostei mais do carnaval de Colônia do que dos que conheço no Brasil ou vice-versa. A festa daqui é diferente. A música é mais folclórica e mais lenta, não tem muito aquilo de PULAR o carnaval como no Brasil... Mas nem por isso as pessoas se divertem menos. É bom porque as pessoas se entregam, curtem aquilo de verdade, tenha ela 17, 25 ou 60 anos.