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segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Detalhes tão pequenos...

Detalhes. Pequeninos sim, mas não pouco peculiares. A diferença de você conhecer uma cidade européia em um tour beeeem turístico e olhá-la com retinas de morador é exatamente a percepção dos detalhes.

Vou falar mais uma vez do Reno, que me desperta paixões (de vários tipos).
Além de exemplares de uma arquitetura de tirar o fôlego, dos barcos de carga ou gente, a orla traz alguns detalhes que vocês só vê se repetir o caminho muitas vezes ou tiver um olho de lince.

Hoje, ¨pesquei¨ duas. Uma são as placas dispostas em diferentes distâncias no decorrer do passo. Em cada uma pode-se ler a temperatura média, a dimensão, o tempo que leva para completar uma volta e a distância do Sol. Sim, meus amigos! Um sistema solar. Parte do SONNE (Sol) - óbvio - que está representado próximo à DW e segue até Plutão, muito além da minha casinha...
Fiquei achando meio descabido, talvez porque, pra mim, a paixão pelos planetas e planetários tenha ficado na infância.

A segunda belezura, são meninotes de ferro (creio) sentados sobre uma amurada co binóculos nas mãos. São vááááááários... Muito fofos! Ficam um pouco escondidos entre a folhagem que antecedem a dita amurada e o casarão que ela guarda, mas acabam por pegar um observador mais apurado de surpresa num típico: Rá! Te peguei!

Ontem, na voltinha que dei pra ver se passava meu ¨desconforto¨ - é, PERDI uma feijuca! - dei de cara com uma Estrela de Davi. Junto dela, uma inscrição em deutsch e outra em iídiche. Pelo que compreendi, são as ruínas de uma sinagora destruída pelos Nazi aqui em Bonn. Não sei se ela originalmente próxima ao Reno, onde estão as ruínas. Vou pesquisar e conto! Ui. O negócio mexe com a gente...

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Estai(o)s bonnianos.

O novo frisson paulistano, a menina dos olhos da garoagem é a ponte Octávio Frias de Oliveira e seus estais. É linda, linda, linda e dava pra ver do terraço da antiga casa da Geo, minha primeira morada paulistana.

A Estaiada está em todas de novela a editorial em revista de arquitetura e urbanismo e é um puta feito de engenharia. Em uma matéria da Veja, descobri que a estaiada paulistana é a única do mundo com duas pistas em curva sustentadas a partir de um mesmo mastro. Também pude saber que seu cume tem a mesma altura de um prédio de 46 andares e que um operário morreu durante a construção.

Resa a lenda, a estaiada vai ter sua iluminação alterada em cores com o passar das estações do ano, mas aí já não posso dizer com tanta certeza. A verdade é, que mesmo com tantos atrativos, eu me cansei dela.

Mas então, diabos, por que falas da tal ponte? Podem perguntar-me.

E eu digo. Bonn tem seus estais, também! A ponte, muito, mas muito mais humilde que a da capital paulista não tem curvas ou estais amarelos e sua iluminação é azulada. É muito mais curta que a paulistana e, isso eu arrisco, tem menos pistas. mas é bonita e tem um quê que a nossa brasuca não tem: O Reno.

Desculpe, Tietê. O Reno não está lá aquela limpeza, mas nada se compara ao esgoto do rio que corta Sampa. Aqui, também o curso d´água sai ganhando já que faz circular toda sorte de mercadorias e oferece aos turistas um passeio romântico por entre castelos medievais e modernos.

Toda a lenga-lenga, só pra dizer: Passei pela tal estaiada de Bonn - que liga a cidade a um de sesus bairros, Beuel, e a Autobahn que leva a Colônia - no dia em que cheguei. Achei longe. Ontem, caminhando pela margem do Reno, fui a pé até ela. Subi, pois há passagens para pedestres, e olhei o rio de cima. É perto e bonito. Vale dois ou três clics.