quarta-feira, 24 de dezembro de 2008
Devendo.
Continuo devendo postagens, eu sei... Quando volatr pra Bonn, atualizo! O Natal é em Berlin, por um acaso dos acasos! E, pra adiantar, tá pau-a-pau com Sum Paulo no meu cuore (ou quase!)
Nhami, nhami!
Nhami, nhami, nhami... O blog quase culinário volta a ativa trazendo sabores alemães - ou não - para sua gula!
Passei por alguns lugares esses dias e me deparei com comidinhas turcas que nao havia provado e delícias dos mercados de natal além-Bonn (ou não!), por partes:
Langos (pronuncia-se langosh, segundo o que eu colei da Vejinha): é uma comida húngara. Experimentei no mercado de natal de Bonn e oh, tá aprovada! A tranqueira é uma espécie de pão/pizzinha frita e quente recoberta por uma camada de creme de cebola (se você apreciar) e uma, duas ou três iguarias que vão do tradicional queijo a óbvia - pelo menos por essas bandas - páprica. No original, parece que o langos (não é redondo, é quase oval, meio irregular) traz "um indecifrável molho de salsicha, alho, tomate, cebola, páprica, pimentão e um monte de outros temperos e ervas".
Knobrot: esse é o pão (Brot) de alho (Knoblauch) dos branquelos alemães. O dito em nada se parece com o nosso quase homônimo - posso dizer isso? - pão-de-alho-para-churrasco-brasileiro... É redondo e também frito, vem recoberto com manteiga ou outras variações mais rebuscadas. O que eu comi, em Colônia, trazia creme-de-leite (num diga!) e queijo em uma das metades e páprica (num diga!), tomate e azeitonas verdes na outra. Pra comer e chorar!
Pfaffer...(alguma coisa): não me lembro do nome todo, juro(!), mas anotei e logo arrumo... Também provei no Weihnachtsmarkt (mercado de natal), em Colônia - que, diga-se de passagem é maior, mais variado e mais caro que o de Bonn - e me fez chorar de alegria. Hehe, falando sério: Eu ficava olhando pro alemão carrancudo ao meu lado e rindo, mostrando o "tar" pãozinho pra ele: "Tá bão né, Tio!?" Sim, mais uma massa, o Pfaffer...(tralalá) é uma massinha de ervas coberta por queijo, bacon ou champignons e creme-de-leite. Dá água na boca e esquenta o estômago. Vale cada centavo dos quatro euros que eu paguei chorando pra velhinha com cara de mamãe-noel!
Lahmacun: crepes de carne com pimentão ou pizza turca. É uma mini-pizza fina e enrolada. No caso, a que eu comi não trazia carne, só uma base de pimentão. Aqui, nos dönners, eles servem com ou sem salada. Eu, claro, pedi com. Vem molho de iogurte com alho, cebolas cruas, repolho roxo, alface ou acelga, pepino e tomate e é uma bomba enorme e saudável!
Börek: também comi no kebap (também conhecidos como kebab ou dönners) e é basicamente uma massa folhada com recheio. O meu, pra variar, era de queijo de cabra. Bem qualquer nota, devo dizer.
PS: Lahmacun e börek foram as duas primeiras coisas que eu comi ao botar o pé em Berlin! Como já disse uma vez: Se está na Alemanha, faça como os alemães, coma comida turca!
Passei por alguns lugares esses dias e me deparei com comidinhas turcas que nao havia provado e delícias dos mercados de natal além-Bonn (ou não!), por partes:
Langos (pronuncia-se langosh, segundo o que eu colei da Vejinha): é uma comida húngara. Experimentei no mercado de natal de Bonn e oh, tá aprovada! A tranqueira é uma espécie de pão/pizzinha frita e quente recoberta por uma camada de creme de cebola (se você apreciar) e uma, duas ou três iguarias que vão do tradicional queijo a óbvia - pelo menos por essas bandas - páprica. No original, parece que o langos (não é redondo, é quase oval, meio irregular) traz "um indecifrável molho de salsicha, alho, tomate, cebola, páprica, pimentão e um monte de outros temperos e ervas".
Knobrot: esse é o pão (Brot) de alho (Knoblauch) dos branquelos alemães. O dito em nada se parece com o nosso quase homônimo - posso dizer isso? - pão-de-alho-para-churrasco-brasileiro... É redondo e também frito, vem recoberto com manteiga ou outras variações mais rebuscadas. O que eu comi, em Colônia, trazia creme-de-leite (num diga!) e queijo em uma das metades e páprica (num diga!), tomate e azeitonas verdes na outra. Pra comer e chorar!
Pfaffer...(alguma coisa): não me lembro do nome todo, juro(!), mas anotei e logo arrumo... Também provei no Weihnachtsmarkt (mercado de natal), em Colônia - que, diga-se de passagem é maior, mais variado e mais caro que o de Bonn - e me fez chorar de alegria. Hehe, falando sério: Eu ficava olhando pro alemão carrancudo ao meu lado e rindo, mostrando o "tar" pãozinho pra ele: "Tá bão né, Tio!?" Sim, mais uma massa, o Pfaffer...(tralalá) é uma massinha de ervas coberta por queijo, bacon ou champignons e creme-de-leite. Dá água na boca e esquenta o estômago. Vale cada centavo dos quatro euros que eu paguei chorando pra velhinha com cara de mamãe-noel!
Lahmacun: crepes de carne com pimentão ou pizza turca. É uma mini-pizza fina e enrolada. No caso, a que eu comi não trazia carne, só uma base de pimentão. Aqui, nos dönners, eles servem com ou sem salada. Eu, claro, pedi com. Vem molho de iogurte com alho, cebolas cruas, repolho roxo, alface ou acelga, pepino e tomate e é uma bomba enorme e saudável!
Börek: também comi no kebap (também conhecidos como kebab ou dönners) e é basicamente uma massa folhada com recheio. O meu, pra variar, era de queijo de cabra. Bem qualquer nota, devo dizer.
PS: Lahmacun e börek foram as duas primeiras coisas que eu comi ao botar o pé em Berlin! Como já disse uma vez: Se está na Alemanha, faça como os alemães, coma comida turca!
terça-feira, 23 de dezembro de 2008
23.
Hoje é dia 23, anti-véspera de Natal e eu estou de folga. Viajo para a Irlanda amanhã, mas ainda não comprei passagem. Sim, sou atrapalhada e estou devendo alguns posts: Janelas, maldição de sexta-feira - a derradeira, mais comidas, basílica de Bonn e passeio em Colônia.
Logo, talvez nem tão assim, eu escrevo.
Feliz Natal pra todo mundo! Um puuuta 2009!
Logo, talvez nem tão assim, eu escrevo.
Feliz Natal pra todo mundo! Um puuuta 2009!
sábado, 20 de dezembro de 2008
A derradeira.
A maldicão de sexta-feira mais uma vez atou os pés dessa gente bonniana. Ela, muito faceira, nos levou para um outro inferninho, acreditava eu, mais adulto que os dois últimos. Esperança desfeita ao som de Kate Perry que, felizmente, teve como contraponto de Foo Fighters a Killers e músicas do tempo do onça.
O lugar, desta vez, chamava-se "Carpe Noctem", safaduxo sem deixar de ser clichê. No menu, o de sempre: Gente dançando enquanto nossa turminha tomava cerveja e falava, falava, falava. E entre uma conversa e outra surgia uma música insessante: "Olha a festa macaaaaco... Torcida é coração.. Quem não canta é amargo... Nunca vai sair campeão... Inter cagão, inter cagão". Essa noite, porém, algo inusitado aconteceu...
Era despedida de um dos membros da turminha, nem todos estavam presentes, mas de toda a forma a noite foi boa. Entre uma cerveja e outra, um brinde e fundos de garrafa batidos contra o gargalos de outras tantas. Jorra a espuma, espirra a cerveja. Coloca-se a mão sobre o bico ou mete-se a dita cuja na boca, entornando tanta cerveja quanto conseguir.
Numa dessas brincadeiras, um dedo surge entre tantos outros e mete-se em uma garrafa alheia. Ela, a dona do dedo, quando tentou fazer o caminho inverso, gritou: Ai!
Suspense.
Eu, ao mesmo tempo, via o caco de parte do gargalo cair: Plic. Era um triângulo que deixava o anel superior do bico da garrafa preso na carne macia da mão.
Tentativa frustrada de quebrar o vidro, paramos no hospital. A cara de cada médico ou enfermeiro - ao conter o riso - denunciava: Isso nunca aconteceu. Depois de algumas tentativas, cinco pontos e um dedo enfaixado, fomos todos à Colônia e dissemos: Auf wiedersehen...
O lugar, desta vez, chamava-se "Carpe Noctem", safaduxo sem deixar de ser clichê. No menu, o de sempre: Gente dançando enquanto nossa turminha tomava cerveja e falava, falava, falava. E entre uma conversa e outra surgia uma música insessante: "Olha a festa macaaaaco... Torcida é coração.. Quem não canta é amargo... Nunca vai sair campeão... Inter cagão, inter cagão". Essa noite, porém, algo inusitado aconteceu...
Era despedida de um dos membros da turminha, nem todos estavam presentes, mas de toda a forma a noite foi boa. Entre uma cerveja e outra, um brinde e fundos de garrafa batidos contra o gargalos de outras tantas. Jorra a espuma, espirra a cerveja. Coloca-se a mão sobre o bico ou mete-se a dita cuja na boca, entornando tanta cerveja quanto conseguir.
Numa dessas brincadeiras, um dedo surge entre tantos outros e mete-se em uma garrafa alheia. Ela, a dona do dedo, quando tentou fazer o caminho inverso, gritou: Ai!
Suspense.
Eu, ao mesmo tempo, via o caco de parte do gargalo cair: Plic. Era um triângulo que deixava o anel superior do bico da garrafa preso na carne macia da mão.
Tentativa frustrada de quebrar o vidro, paramos no hospital. A cara de cada médico ou enfermeiro - ao conter o riso - denunciava: Isso nunca aconteceu. Depois de algumas tentativas, cinco pontos e um dedo enfaixado, fomos todos à Colônia e dissemos: Auf wiedersehen...
Natal.
Quando você junta a despedida da senhorinha mais simpática e amorosa que a Deutsche Welle teve em seus quadros de funcionários pelos últimos 38 anos e a confraternização de final de ano da Casa de África da DW isso dá: Rumba!
Hehehe... Quarta-feira teve festa no trabalho, no horário de, inclusive. Toda gente dançou e tomou vinho. Toda gente se emocionou porque a Frau Yalçuk vai deixar seu escritório e curtir a vida de uma outra forma, mais Ruhe (calma - como ela mesma disse).
Festa boa, rendeu uma tentativa de rumba e passos de música grega. Isso, porque era uma festa "em África"! O melhor da festa, claro, fica nas entrelinhas!
:)
Hehehe... Quarta-feira teve festa no trabalho, no horário de, inclusive. Toda gente dançou e tomou vinho. Toda gente se emocionou porque a Frau Yalçuk vai deixar seu escritório e curtir a vida de uma outra forma, mais Ruhe (calma - como ela mesma disse).
Festa boa, rendeu uma tentativa de rumba e passos de música grega. Isso, porque era uma festa "em África"! O melhor da festa, claro, fica nas entrelinhas!
:)
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segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
Agrafadores e obamas

Sim, sim... posts esquisofrênicos são minha especialidade de hoje!
Há pouco entra o Márcio aqui na sala perguntando: Onde está o Obama, quem é que está com o Obama?
Eu, cara de "ahn?".
Ele continua... Nosso dicionário de inglês.... O dito, capa negra.
_________________________
Meio minuto atrás, o Daniel - de Moçambique mora há anos na Alemanha - procura um agrafador. Agrafa o quê?...
Ele explica: Chama-se agrafador porque coloca agrafos nos papéis.
Aaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhhhhhnnnnnnnnnnnn...
Grapeador pra nós.
Há pouco entra o Márcio aqui na sala perguntando: Onde está o Obama, quem é que está com o Obama?
Eu, cara de "ahn?".
Ele continua... Nosso dicionário de inglês.... O dito, capa negra.
_________________________
Meio minuto atrás, o Daniel - de Moçambique mora há anos na Alemanha - procura um agrafador. Agrafa o quê?...
Ele explica: Chama-se agrafador porque coloca agrafos nos papéis.
Aaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhhhhhnnnnnnnnnnnn...
Grapeador pra nós.
Olhos negros.
Meus solhos não são lá muito escuros. É um castanho meio-termo como do do Seo Sinésio. Meu pai, claro, não usa delineador ou lápis para os olhos e portanto o fenômeno "esverdeamento" é natural e creio, depende muito do humor.
Há muito que não pretejava os olhos. Sexta, talvez motivada (influenciada indiretamente, diria melhor) pela confusão de nacionalidades que toda gente me impõe - e que exclui a brasileira e inclui a turca - passei lápis. Daquela forma, por dentro das palpebras (não achei melhor forma de dizer isso). Num primeiro momento tive o ímpeto de tirar toda aquela palhaçada da cara que desde os tempos paulistanos só vem recebendo um quê de "bem nascida", como diz a Geo...
Meio da tarde, por mais que retocasse, a coisa tomou vida própria e logo estava com uma sombra vultosa e negra sobre e sob os olhos. Acostumei e já a noite, dados os devidos retoques, fiquei a vontade. Alguns elogios e sustos depois, descobri que sombras nos olhos refletem parte do que você espera do dia. Mais ou menos festa. Eu a queria toda!
(Post esquisofrênico, eu sei)
Há muito que não pretejava os olhos. Sexta, talvez motivada (influenciada indiretamente, diria melhor) pela confusão de nacionalidades que toda gente me impõe - e que exclui a brasileira e inclui a turca - passei lápis. Daquela forma, por dentro das palpebras (não achei melhor forma de dizer isso). Num primeiro momento tive o ímpeto de tirar toda aquela palhaçada da cara que desde os tempos paulistanos só vem recebendo um quê de "bem nascida", como diz a Geo...
Meio da tarde, por mais que retocasse, a coisa tomou vida própria e logo estava com uma sombra vultosa e negra sobre e sob os olhos. Acostumei e já a noite, dados os devidos retoques, fiquei a vontade. Alguns elogios e sustos depois, descobri que sombras nos olhos refletem parte do que você espera do dia. Mais ou menos festa. Eu a queria toda!
(Post esquisofrênico, eu sei)
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